Já que não serei utópico
E nem auto-indulgente
Na certeza deprimente
Darei meu diagnóstico
Ao som das palavras frias
Num templo silencioso
O meu peito ocioso
Guarda as minhas agonias
E nas horas ilusórias
Das tristezas confinadas
Faço das minhas piadas
Suvenir de outras histórias
Que não posso mascarar
Nem neste momento raro
Ou enquanto te encaro
Reprimindo este pesar
Local feito para a divulgação de trabalhos autorais, críticas ou materiais de qualquer artista que possua uma obra de qualidade, ou não.
domingo, 4 de setembro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Assombro
Vês meu nome estampado
Num jazigo reluzente
Em um verso deprimente
Das promessas do passado
Numa oração tardia
Onde um padre esquecido
Beija o meu ego perdido
Bem no meu último dia
Sobre um novo entardecer
Que anoitece sem futuro
Aos delírios do escuro
Entrego o meu perecer
E aos vermes encaminho
Toda a minha evidência
Desta sórdida existência
Eu descansarei sozinho
Cristiano Cabral Marques
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Condenação

Desprovido de louvações
E de menções significativas
Busco um termo nas orações
Onde as palavras estejam vivas
Em um amanhecer doentio
Quando o vazio pinta o horizonte
Saboreio o eterno fastio
Sob o leito do rio Aqueronte
Numa constelação esquecida
Vejo a vida do meu purgatório
Arrastada e despercebida
Por um sentido azul e ilusório
E o sol que não me aparece
Nem reconhece a minha fissura
De uma alma que ainda perece
E se esquece da prece mais pura
Cristiano Cabral Marques
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Monólogo sobre o amor
O meu amor é um fruto podre
Disfunção fotossintética
Nascido sem dor nem ética
Vindo de um coração pobre
Onde o odor do nascimento
É um pensamento estarrecido
Sobre um tal desconhecido
E esquecido sentimento
Esquálido e inconsciente
É o meu verbo solitário
Longe do destinatário
Só que ainda presente
E se as sementes colhidas
Do lúgibre residente
Não semeiam outro incidente
Vou deixa-las escondidas
Cristiano Cabral Marques
Disfunção fotossintética
Nascido sem dor nem ética
Vindo de um coração pobre
Onde o odor do nascimento
É um pensamento estarrecido
Sobre um tal desconhecido
E esquecido sentimento
Esquálido e inconsciente
É o meu verbo solitário
Longe do destinatário
Só que ainda presente
E se as sementes colhidas
Do lúgibre residente
Não semeiam outro incidente
Vou deixa-las escondidas
Cristiano Cabral Marques
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
E falando em ironia do destino...

Esse cidadão metido a inteligente da foto rogou uma praga para os nordestinos desejando uma inchente onde saia arrastando coisas e matando pessoas, pelo fato da candidata Dilma Russef ter ganho as eleições. Ironicamente, menos de um mês depois da posse da presidenta, chuvas e enchentes devastam áreas e cidades enteiras na região de onde ele tanto se orgulha de viver. Gostaria de saber como ele se sente agora, degustando o sabor do que ele desejou aos outros.
Realmente, pimenta no orifício dos outros é refresco!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Justin Bieber
Para inaugurar esta categoria de postagens tive bastante trabalho, pois hoje em dia não é difícil de encontrar algum "artista", seja de que categoria for, fazendo algo patético. A expressão 'vergonha alheia' remete a algo que você vê alguém fazer e acha tão tosco que se envergonha pelo autor da proeza.
Depois de assistir a um vídeo clipe semana passada, finalmente fiquei sabendo quem era o tal do Justin Bieber (ou Justin Biba, como diz um amigo meu). Assisti atentamente, para saber do que se tratava e antes do meio da canção tive um susto: o que é aquilo?
Chega a ser deprimente ver um garotinho que nem sabe dançar, aliás, o vídeo usa do jogo de câmeras para dar a sensação contrária, com aquela cara de almofadinha criado pela avó, com um cabelo de playmobil espetando os olhos e que não sai do canto, desafiando qualquer lei da física. Chega a ser mais tosco que o Jordy!
Deixando a carinha enjoada e fofucha de lado, vamos à música. Uma canção que é pra lá de grudenta, afinal o refrão (que se resume praticamente á uma palavra) é repetido trocentas vezes pelo "cantor", onde uma voz de pirralha digna de qualquer chiquitita aparece entupida de efeitos digitais e protools (ferramentas para melhorar a voz) se mistura a batidas de teclados irritantíssimas. Algo um pouco mais açucarado que isso e o mundo teria a primeira epidemia de diabetes!
Não sou desses que odeia pop, galãs ou qualquer tipo de coisa que tenha pelo menos o mínimo de talento ou personalidade, mais este garoto irritante (que se intitula o Kurt Cobain da sua geração) é o cúmulo! Como as pessoas gostam de algo que simplesmente parece "bonitinho" só para encher a boca e dizer "nossa, como ele é fofo!" e deixam certos detalhes banais como talento e qualidade de lado.
Sinceramente, bons eram os tempos em que os pop stars eram talentosos e tinham algo relevante a dizer!
E para dar a justa credibilidade ao texto, eis aqui o petardo em que eu conheci o almofadinha mais cabuloso dos últimos tempos.
Depois de assistir a um vídeo clipe semana passada, finalmente fiquei sabendo quem era o tal do Justin Bieber (ou Justin Biba, como diz um amigo meu). Assisti atentamente, para saber do que se tratava e antes do meio da canção tive um susto: o que é aquilo?
Chega a ser deprimente ver um garotinho que nem sabe dançar, aliás, o vídeo usa do jogo de câmeras para dar a sensação contrária, com aquela cara de almofadinha criado pela avó, com um cabelo de playmobil espetando os olhos e que não sai do canto, desafiando qualquer lei da física. Chega a ser mais tosco que o Jordy!
Deixando a carinha enjoada e fofucha de lado, vamos à música. Uma canção que é pra lá de grudenta, afinal o refrão (que se resume praticamente á uma palavra) é repetido trocentas vezes pelo "cantor", onde uma voz de pirralha digna de qualquer chiquitita aparece entupida de efeitos digitais e protools (ferramentas para melhorar a voz) se mistura a batidas de teclados irritantíssimas. Algo um pouco mais açucarado que isso e o mundo teria a primeira epidemia de diabetes!
Não sou desses que odeia pop, galãs ou qualquer tipo de coisa que tenha pelo menos o mínimo de talento ou personalidade, mais este garoto irritante (que se intitula o Kurt Cobain da sua geração) é o cúmulo! Como as pessoas gostam de algo que simplesmente parece "bonitinho" só para encher a boca e dizer "nossa, como ele é fofo!" e deixam certos detalhes banais como talento e qualidade de lado.
Sinceramente, bons eram os tempos em que os pop stars eram talentosos e tinham algo relevante a dizer!
E para dar a justa credibilidade ao texto, eis aqui o petardo em que eu conheci o almofadinha mais cabuloso dos últimos tempos.
sábado, 30 de outubro de 2010
Delírio Inconsciente
Eu a vi numa noite escura e sangrenta
Quando a tormenta lavava a minha mente
E sem saber se era passado ou presente
Algo entorpecente a mim se apresenta
Sentia-me frio e estava calado
Estando parado eu também me perdia
Numa assombração noturna e sombria
Conheci o prazer de estar acabado!
E o meu corpo perdido em excessos
Ouvia os versos d'um coro sombrio
Ao atravessar este intenso vazio
Que serve de rio entre dois universos
Mesmo sentindo uma forte dormência
Uma efervecência no meu peito brotava
Enquanto o meu corpo me abandonava
Tua face rasgava a minha conciência
Cristiano Cabral Marques
Quando a tormenta lavava a minha mente
E sem saber se era passado ou presente
Algo entorpecente a mim se apresenta
Sentia-me frio e estava calado
Estando parado eu também me perdia
Numa assombração noturna e sombria
Conheci o prazer de estar acabado!
E o meu corpo perdido em excessos
Ouvia os versos d'um coro sombrio
Ao atravessar este intenso vazio
Que serve de rio entre dois universos
Mesmo sentindo uma forte dormência
Uma efervecência no meu peito brotava
Enquanto o meu corpo me abandonava
Tua face rasgava a minha conciência
Cristiano Cabral Marques
Assinar:
Postagens (Atom)