Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de outubro de 2011

Ouça "Lulu"o novo álbum do Lou Reed com participação do Metallica.



Lou Reed (Velvet Underground) está para lançar um álbum em colaboração com o Metallica, e acaba de soltar o resultado para audição. Trata-se de uma adaptação de uma peça teatral do século XIX que mistura música com poesia.
De início parece esquisito, mais acompanhando as letras e o instrumental (altamente Metallica) torna-se muito interessante. Ouçam e opinem.

http://www.loureedmetallica.com/listen-to-lulu.php

domingo, 16 de maio de 2010

O analista de Bagé

Digo buenas e me espalho
E já vou puxando a faca
Nem toda mulher é vaca
Mas toda vaca é mulher
Sempre fui solito aos pé
Dispenso acompanhamento
Eu mesmo me apresento:
Analista de Bagé

Sou natural da fronteira
Batizado num regato
Guri criado no mato
Campeão de guerra de bosta
De truco e nado de costa
Já barranqueei muita égua
Mas hoje em dia dei trégua
Isso é coisa prá quem gosta

Freudiano barbaridade
Sou doutor em joelhaço
Louco se cura é no laço
Encho de tapa o bagual
Ou mateando, coisa e tal
Pos chimarrão ilumina
A idéia e as urina
E desembucha o animal

Lindaura, a recepcionista
É trigo e se não me engano
Só dá uma vez por ano
Mas quando vem fico louco
A nega véia é um sufoco
Além do mais é de graça
Aquela china buenaça
Não é de se dar pros porco

Dos causo que me aparece
Os Édipo são os mais chatos
Grudam que nem carrapato
Nas comadre, assim no más
Não te fresqueia, rapaz!
Tua mãe já tá na lona
Vai lá te meter na zona
E deixa essa velha em paz

Uma chinoca gasguita
Mas especial de primeira
Me veio flor de faceira
Tinha furor uterino
Mas tche, que baita pepino!
Joguei ela nos pelego
E acalmei o borrego
Como manda o figurino

Não hai veado gaúcho
Nem nunca houve na história
São correntes migratórias
Que se vieram que nem churrio
Ou, bueno, alguém permitiu
Enquanto Deus cochilava
Ou então é porque já tava
Preenchida a cota do Rio

E já me voy despacito
Ganhando o lado das casa
Quando eu falo, viro brasa
Sou um índio meio grosso
Salta a veia do pescoço
E seja o que Deus quiser
Tô a gosto, vou de a pé
Tranquilo feito água em poço

Kleiton e Kledir

OBS: Nunca escutei a canção, mas ao ler a letra e notar o amplo regionalismo da letra, gostei do que se assemelha a um poema e resolvi postá-la.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Psicologia x Cazuza


Essa semana recebi um e-mail de um amigo que fala sobre Cazuza, cantor e compositor brasileiro que ainda é idolatrado por muitos jovens do nosso país. Nele, existe um artigo escrito por uma psicóloga (pessoa com embasamento suficiente) falando sobre as suas conclusões sobre o que acha da figura do astro brasileiro.
Ela assistiu ao filme e escreveu aseguinte reflexão a respeito:

"Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora.. As pessoas estão cultivando ídolos errados..
Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?

Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível.
Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos, eu) com conceitos de certo e errado.
No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras.O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.
São esses pais que devemos ter como exemplo?
Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora..
Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.
Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar que um nasceu na zona sul e outro não.
Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.
Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?
Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.
Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?
Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor .
Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar.. Não se preocupem em ser 'amigo' de seus filhos.
Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi à pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.

Karla Christine
Psicóloga Clínica"

Sempre que falamos mal de ídolos como Cazuza e Renato Russo somos taxados de preconceituosos e incultos (?), mais será mesmo? e pior, precisamos de esperar que uma pessoa graduada venha expor essas ideias coerentes para serem realmente válidas?
Realmente, se pararmos para analisar os "ídolos" do nosso país, ou seja, os que servem de exemplo para os outros, vemos como os jovens da nossa nação estão bem servidos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Probot



O Probot é um projeto do Dave Ghrohl (Foo Fighters/Nirvana) onde o músico se reuniu com vocalisatas como Lemmy (Motorhead), Max Cavalera (Soulfly) E King Diamond (solo e Merciful Fate). Além de tocar todos os instrumentos, Grohl disse que o projeto não foi feito para atingir grandes vendagens, mas que é uma verdadeira homenagem aos seus ídolos do metal. O disco homônimo acabou se tornando uma ótima e saborosa pedida para os fâs de metal e admiradores de bom rock'n roll em geral.

Album: Probot
Faixas:

* Centuries Of Sin com Cronos (Venom)
* Red War com Max Cavalera (Sepultura, Soulfly)
* Shake Your Blood com Lemmy (Motörhead)
* Access Babylon com Mike Dean (Corrosion of Conformity)
* Silent Spring com Kurt Brecht (DRI)
* Ice Cold Man com Lee Dorian (Cathedral, Napalm Death)
* The Emerald Law com Wino (St.Vitus, Obsessed, Spirit Caravan, Place Of Skulls)
* Big Sky com Tom G. Warrior (Celtic Frost/Apollyon Sun)
* Dictatorsaurus com Snake (Voivod)
* My Tortured Soul com Eric Wagner(Trouble)
* Sweet Dreams com King Diamond (Mercyful Fate)

Avaliação: 8.5

Download:4shared

terça-feira, 24 de março de 2009

Slash's snakepit - It's five o'clock somewhwre


Nos últimos anos temos acompanhado a aparição de múitas super bandas com músicos de diversas vertentes se juntando pra fazer um som e sumindo na mesma pressa que aparecem, mas esse não é o caso desse disco aqui, que conta com a primeira formação desta super banda, com nada mais nada menos que Slash (guitarra solo), Gilby Clarke (guitarra), Matt Sorum (bateria), Mike Inez (Alice In Chains, baixo) e Eric Dover (vocais) e com a participação especial de Dizzy Reed e Tedd Andreadis tocando harmônica e teclado. Qualquer semelhança com a formação do guns de 1991 a 1993 não é mera coincidência. O disco foi elaborado pra ser uma espécie de esboço do sucessor de The Spaghetti Incident, álbum de covers lançado pelo Guns em 1993.
O resultado é um discaço de rock'n roll do início ao fim, com Slash na crista da sua fase áurea, deslisando ótimos solos junto com Gilby, que em certas horas até sola também. Mike Inez e matt Sorum fazem uma espetacular cozinha para o até então desconhecido vocalista Eric Dover rasgar sua garganta de forma impressionante e compentente.
O disco abre com a poderosa Neither Can I, uma forte influência de blues está estampada nessa música, que explode depois do riff inicial, com um ótimo refrão. Músicas como What to do you want to be, Good to be Alive, Jizz da Pit (um ótimo instrumental com uma levada jazz-rock de tirar o fôlego) e a ótima Lower são uma forte demonstração do que um bom disco de rock pode oferecer.
O legal de ouvi-lo é ver como os músicos estavam tocando no auge das suas formas, alguns até meio diferentes hoje em dia. Por tanto, se você quiser ver novamente o Matt Sorum destruindo o seu kit de tambores, o Slash fritando no seu melhor estilo blues-rock, junto com o Gilby Clarke e ainda por cima o Mike inez dando cobertura para a chegada dos vocais potentes e altamente hard rock de Eric Dover, então ouça esse disco, que é um registro do mais puro e suculento rock'n roll dos anos 90.
Por tanto, se ficou curioso, baixe o no link abaixo e dê sua opinião sobre ele.

Download Slash's snakepit

sexta-feira, 13 de março de 2009

Esse tal de Jack White


Jack White é um músico americano que ficou famoso com sua banda/duo The White stripes (junto com a baterista Meg White, que dizia ser sua irmâ, mas soube-se depois que eles são um casal divorciado), que conseguiu alcançar sucesso e respeito misturando blues, rock de garagem e country, numa divertida salada musical. No ano de 2001 a banda começa a ganhar notoriedade com o lançamento do álbum White Blood Cells e o video de fell in love with a girl (muito bom por sinal) estoura no mundo enteiro e perpetua o nome de Jack White como grande compositor e guitarrista. No ano de 2003, a dupla solta o álbum Elephant, que conseguiu ser mais aclamado e ter maior sucesso que o seu antecessor. O 1º single, Seven nation army, se tornou um sucesso nas rádios do mundo enteiro e chegou até a ser o hino da copa do mundo de 2006.
No mesmo ano, White forma paralelamente com uns amigos, outra banda chamada The Raconteurs, onde dispôe de uma sonoridade mais levada pro lado folk e expôe fortes influências de Beatles e Led Zeppelin. Jack alcança novamente o sucesso e sai em turnê com seu novo projeto, mas sem abandonar o White Stripes, que após o Elephant ainda lançou Get Behind me Satan (2005) e Icky Thump (2007), ambos com o mesmo sucesso de crítica e público que os anteriores. Ao interromper a turnê do White Stripes por causa da saúde de Meg, Jack se reune novamente com seus amigos e no dia 25 de março de 2008 lança Consoler Of The Lonely, segundo álbum de estúdio do Raconteurs, onde mostra um amadurecimento e uma diversificação maior perante seu antecessor.
Na semana passada, depois de quase um ano sem aparecer, Meg retorna com Jack no Late Night with Conan O'Brien, cantando we're going to be friends, com Meg tocando guitarra e fazendo backing vocals. Isso causou euforia nos fâs, que ficaram especulando sobre nova turnê e disco, mas Jack disse que ainda não tinha nada planejado.
Essa semana, o incansável Mr. White anunciou um novo projeto chamado The Dead Weather, dessa vez, junto com Alison Mosshart (The Kills), Jack Lawrence (The raconteurs) e Dean Fertita (Queens of The Stone Age), anunciando que em junho lançará o álbum Horehound e disponibilizando o single Hang You From the Heavens pela internet.
Jack White é um tipo de músico que eu realmente adimiro pelo fato de ter estilo e personalidade próprios, e criatividade de sobra para contribuir sempre para o rock1n roll com belas canções e bons discos, o que é marca registrada desse guitarrista americano.
Diferente de outros músicos da sua época, Jack merece o respeito e adimiração de todos que sabem apreciar uma boa música independente de estilo, classe ou idioma.
Nessa geração atual de músicos só consigo enxergar Jack White, Omar Rodriguez-Lopez (The mars volta) e Josh Homme (Queens of the stone age) como grandes compositores e autores de álbuns que se tornarão clássicos na posterioridade.
Longa vida a Jack e o seu raro talento, porque hoje em dia é muito difícil encontrarmos um nome que realmente valha a pena ser comentado ou se quer ser decorado.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Nova safra de bandas nacionais

Essa semana, durante uma ressaca de Carnaval, assisti a um programa na mtv (que ócio) onde o cantor Lobão dividia um luau com uma cantora com a qual não sei o nome, mas cantava muito bem e o grupo emo-pop fresno. Ao me deparar com uma inusitada (e nojenta) versão da canção me dê um motivo do cantor soul brasileiro Tim Maia, e senti uma imensa revolta em ver o esquisito vocalista da fresno (estava parecendo uma versão gls do Chico Xavier) agayzando essa bela canção tão conhecida pelo vozeirão rouco do seu intérprete original. Isso me revoltou tanto que resolvi "argumentar" sobre esses novos cantores chamados de emos, mas que não passam de umas bandinhas pop-rock (?) sem sal nem criatividade. Vamos a alguns dos principais casos dessa vergonhosa cena musical nacional.

1) Fresno:
Banda gaúcha formada em 1999 que produz um som fraco e redundante, mas que agrada a coraçõezinhos adolescentes apaixonados de pseudo roqueiros e pessoas que curtem qualquer tipo de música pop sem sentido. Com um visual que beira o bizarro, misturando tatuagens com cabelos e adereços emo (com um forte apelo pelo estilo), como óculos e roupas, conseguem deixar a banda mais bizarra ainda pela sua customização, misturada com a sonoridade chega a dar embrulhos estomacais nos admiradores de boa música.

2)Nx zero
Esse aqui é um dos casos mais grosseiros de aberrações musicais dos últimos tempos. Com um visual altamente emo e sem assumir tal alcunha, a banda consegue ser mais insossa que picolé de chuchu e mais sem graça que programas de tele vendas. Com um som que se não fosse pelo som das distorções das guitarras não teria diferença nenhuma com o pagode do exaltasamba ou o som da dupla Chitãzinho e Xororó (pelo apelo à fossa e o lugar comum das letras), acaba se tornando chato e enjoativo pela falta de criatividade dos músicos e pelo vocal choroso do vocalista Di Ferrero, seus compassas Ge, Dani, Fi e Caco (quantos apelidos meigos) não conseguem fazer um som forte e consistente, mais uma vez só agradando menininhas inocentes e frequentadoras de "orkontros" em praças de shoppings.

Tendo em vista esses dois exemplos, que a "madrinha" deles, a mtv Brasil, inventou de lançá-los juntos com outras belas chatisses num cd-dvd "mtv apresenta 5 bandas de rock", onde fazem parceria com o hateen (onde o líder é um trintão cantando musiquinhas para pirralhas), forfun (que a mtv vive querendo empurrar também) e moptop (uma cópia aguada dos americanos do The Strokes). Se você tiver tempo a perder e saco para ouvir (coisas que eu não tive), procure esse material e se deleite com a belíssima safra de bandas que o nosso país, que já teve os grandes Chico Science e Raul Seixas, se encontra.

Não se pode generalizar e dizer que a cena nacional inteira está uma droga, mais sim falar um pouco do que toma destaque hoje em dia graças às grandes gravadoras e emissoras de televisão. Se tivermos tempo e disposição podemos garimpar e encontrar milhares de bandas boas pelo nosso país que recebem pouco espaço na mídia mas esbanjam criatividade e atitude.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Metallica - Death Magntetic


Nunca tive a intensão de escrever sobre outra coisa que não fosse arte ou intreterimento nesse blog, como também jamais pensei em fazer uma resenha sobre algum cd que viesse a ser lançado, mas o problema é: Esse cd não sai do meu playlist nem por decreto papal! Relutei o bastante, mas quando vi que há quase 3 meses eu ouço suas canções quase todos os dias, achei que era hora de falar um pouco dele.
No perído entre o lançamento dos álbuns S&M (1999) e St. Anger (2003), o Metallica passou por além de uma turnê gigantesca, por vários preoblemas pessoais e da própria banda, como a internação de James Hatfield (vocal e guitarra) e a saída do baixista Jason Newsted. Chegou uma hora em que tudo estava defasado e parecia que aquela banda que dois moleques roqueiros haviam montado no início da década de 80 (Hatfield e Ulrich, baterista) havia chegado ao fim. Mas no meio disso tudo a banda conseguiu se superar e seguir em frente com um novo membro, o baixista Robert Trujillo. No ano de 2008 eles lançam no mercado Death Magnetic, primeiro disco da nova formação da banda e dito por muitos como o melhor depois de Metallica (o black album, de 1991).
Ao ouvir o álbum (que foi lançado em 3 de setembro de 2008) senti uma vibreção diferente e quase que frenética nas primeiras faixas. Há tempos que não ouvia canções empolgantes como that was just your life, the day that never comes e all nightmare along ( pra mim a melhor faixa do disco) me fizeram acreditar novamente que existem grandes e boas bandas que ainda lançam álbuns de qualidade e com empolgação mesmo depois de tantos anos na ativa. Da última vez que me senti empolgado e realmente apaixonado por um disco foi em 2002, quando o Queens of the stone age lançou o seu aclamado Songs for the deaf.
Não vou ficar aqui falando sobre o cd tecnicamente, pois não sou músico o suficiente pra isso, nem tão pouco debulhando o álbum faixa por faixa, pois não sou tão chato assim. Só aconselho aos que realmente gostam de um rock'n roll pesado e bem feito a escutarem esse petardo faixa por faixa e atenciosamente e tirem suas próprias conclusões para começarem a bater palmas para mais um belo e grande filho da família metallica.
Para os que ainda não ouviram, estou disponibilizando aqui o link com o álbum completo. Ouçam e comentem, porque garanto que não será uma preda de tempo e lembre-se de como soa um som feito com garra e dedicação.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

"E aí cara, vai pra Iron?"


Essa é a pergunta que vem me perseguindo nos últimos dias! Onde quer que eu chegue e tenha ou outro cabeludo ou alguem que se diga "true (seguidor do verdadeiro metal)" ou "roqueiro", estou ouvindo essa pergunta. O pior é quando respondo friamente com um "não". As pessoas ficam assustadas, me tratando como se eu fosse um doido de pedra, dizendo que esse será um acontecimento histórico e imperdível, mas só que elas se esquecem de uma coisa "eu não gosto de ouvir Iron Maiden!!!!". E se isso não bastasse como motivo para não ir (além do alto preço e da falta de saco pra asistir), ainda tenho um trunfo: Não serei eu que garantirei a aposentaduria de ninguém!
Alguém pode me dizer qual o último disco relevante da "Donzela de ferro"? Se pode, então quero que um ditocujo fâ cante 3 músicas enteiras dos últimos 5 anos da banda, que encerrou o contrato com a criatividade em meados de 1992, com o álbum Fear of the dark, virando uma cópia de si mesma nos anos seguintes.
Tudo bem, eles tem sua importância no cenário do rock pesado e por isso merecem respeito, mas isso não quer dizer que seja um motivo para eu tirar uma grana alta do meu bolso para assistir Bruce Dickinson e cia agitando uma platéia de metaleiros mimados metidos a doidões, como aqui no Recife é cheio, e ter que aguentar corinho choroso em Fear of the dark, não, sinceramente não dá!
O Iron Maiden é uma daquelas bandas tradicionalistas, ou seja, que nós mesmo antes de entrarmos no local do show, já sabemos o setlist quase que de cor. Mas o líder, Steve Harris deu uma declaração que essa turnê sul-americana será diferente e que mecherá em pelo menos 4 músicas do set tradicional. Poxa, que maravilha hein?
Mais outra coisa me entriga: Porque será que só depois de velhos, e de terem a bola cheia só aqui e na Argentina, eles decidem fazer uma turnê tão grande nesse país? será que é verdade o gritinho de gazela de Bruce Dickinson no final dos shows de São Paulo ou RJ, "we love you Brazil", ou seria o mercado se fechando e eles vindo pra cá como garantia de público e dinheiro? Vário outros artistas usam essa estratégia...
Sou muito fâ de música, principalmente de rock, mais nunca fui metaleiro nem pretendo ser, unicamente porque penso que, tanto na vida como na arte, o que realmente faz a diferença são a evolução e a criatividade, e não a estagnação, como esse seleto grupo de pessoas pensa.
Não curto o Iron Maiden (tão pouco aquele mascote idiota), mas os respeito pelo que fizeram, porém minha relação com a banda para por aí.
Então, se me verem andando na rua, vestido de preto e com os cabelos soltos ( o que não quer dizer absolutamente nada!!), não venham me peguntar "e aí, vai pra Iron?".